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Face It: a busca pelo natural da beleza

Por Nádia de Mello

Em novembro do ano passado, rolou a primeira semana de moda sustentável do país, a BEFW (aqui você pode saber o que rolou 😉) e a beleza de todos os desfiles era composta com os batons da Face It.

A marca criada por Julia Barroso e sua mãe, Elza, surgiu pela vontade de buscar soluções para o uso da química em cosméticos. Após um tempo de pesquisa, fizeram parceria com o laboratório italiano Labphyto, um dos principais em fabricação de cosmética natural, orgânica e vegana, que funciona desde 1998 e possui mais de 16 mil formulações exclusivas encontradas em 60 marcas de todo o mundo.

No início do ano passado, lançaram o primeiro produto: um batom. Em breve, vem mais!

  • Como surgiu a marca?

Depois de um período de quatro anos trabalhando na unidade de conservação do Parque da Tijuca, no Rio de Janeiro, me veio a ideia. Queria fazer cosméticos do bem, principalmente, para nossa saúde. E a minha mãe, que sempre me apoiou, fechou parceria comigo, principalmente, depois que uma amiga dela voltou de Portugal falando maravilhas dos produtos orgânicos. A pele deve estava incrível.

Após algum tempo de pesquisa, decidimos que nossa porta de entrada seriam os batons porque consumimos chumbo e outros metais pesados pelo uso do batom. É assustadora a ideia de que por muito tempo, em nome da beleza, usamos produtos que nos fazem mal, na verdade.

  • Como chegaram a parceria com o Labphyto?

Muita pesquisa. A Face It surgiu por causa de muita pesquisa que fizemos e muita força de vontade. Eu e minha mãe somos das áreas de jornalismo, moda, relações públicas, meio ambiente. Ou seja, não temos know-how para o desenvolvimento, precisaríamos de um parceiro na produção.

E o Labphyto era o que tinha mais indicações e recomendações. Estamos bem felizes com o trabalho. Eles desenvolveram uma fórmula exclusiva e só vamos falando as cores que queremos porque, a princípio, só temos o batom malte.

Em breve, lançamos a linha balm e para cada linha é criada uma fórmula diferente.

Nossa exigência é que tudo seja 100% natural, com ingredientes orgânicos e sem teste em animais.

  • E quanto tempo foi da ideia ao surgimento da Face It?

A pesquisa começamos um pouco antes do meio de 2016, em setembro ou outubro do mesmo ano, fechamos a parceria com o laboratório e em março de 2017, abrimos. Então, foi um ano.

  • Quais as maiores dificuldades?

Primeiro, é a burocracia no Brasil. E como nosso produto é desenvolvido na Itália, tem um tramite que torna nosso trabalho mais complexo.

A segunda é o mercado. Nós temos de mostrar, a quem não conhece que é a maioria, os benefícios, a tecnologia e qualidade do produto. É um desafio para quem ainda não está conscientizado porque ninguém percebe o mal que o produto químico faz ao nosso corpo no dia a dia. Então, é um desafio tentar mudar os hábitos.

  • E o que podemos esperar para este ano de 2018?

Tivemos um crescimento de 30% no ano anterior. Nossa ideia é lançar novas cores e expandir. Atualmente, temos nosso e-commerce que atende todo o país e o mundo e participamos de feiras em São Paulo e Rio, queremos expandir.

Nosso foco é o varejo. Escolhemos muito bem nossas parcerias e onde estaremos, tanto, que estamos apenas em duas lojas: a Veganza (Barrashopping) e Goiaba Urbana (Pinheiros). Tem que valer a pena.

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