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Elisa Paiva: poesia e leveza para nossas vidas

por Nádia Mello

Quando o tempo é pouco e a correria da cidade grande nos afeta, a internet é a melhor saída para nossas pesquisas. E foi assim que cheguei ao trabalho da designer de joias Elisa Paiva. Responsável pelo desenvolvimento de cada peça, ela se empenha em mostrar o valor do trabalho manual e artesanal.

A designer coleciona histórias no fazer das joias, cada uma com sua particularidade. Em seu atelier, localizado no Flamengo (RJ), ela não apenas molda suas coleções como abre o espaço para cursos e workshops. Quer saber como é seu processo criativo? A gente te conta abaixo! 😉

unnamed (2)– Como chegou no universo das joias?

Foi há dez anos. Fiz faculdade de Desenho Industrial e o meu primeiro estágio já foi na área, com uma designer de joias, me apaixonei pela ourivesaria. Neste trabalho, fazia os desenhos técnicos. No meu último ano de faculdade fiz um curso e meu TCC já foi voltado ao assunto.

– Você sempre pensou em ter o atelier?

No início, acreditava que ia trabalhar para uma marca. Então, comecei a dar aula no Senai e Senac. A partir daí, comecei a pensar em ter meu atelier porque poderia fazer as peças e também realizar as aulas no meu próprio espaço.

unnamed (3)– Como é a produção de cada peça?

Varia muito até porque são diferentes as formas de se pensar a coleção. Tem coleção que já começo com a ideia formada do que ela vai ser, às vezes, faço estudos e ainda há possibilidade de fazer alguns testes já na bancada, descobrindo ideias enquanto estou mexendo com o material. Depois que entendo qual é a linha que quero seguir, defino as semelhanças entre as peças e vou moldar.

– Você que faz tudo sozinha?

Praticamente, diria que uns 90% sou eu. Mas, eventualmente, quando estou com pouco tempo, encomendo um trabalho de um ourives que já conheço.

unnamed (4)– Quanto tempo demora para uma peça ficar pronta?

Varia muito da peça. Em média, diria uma duração de três a quatro horas. Mas é possível que chegue a 12 horas de trabalho se for uma peça complexa e duas horas se for uma mais simples.

– O que você quer com as suas joias?

Levar delicadeza e poesia para as pessoas. Mostrar o processo produtivo, todo artesanal e seu valor, o contrário do comprar e descartar porque o processo é tão especial quanto o produto. O valor das peças atemporais e sua duração por toda uma vida. É despertar a ideia dos valores passados de geração para geração e recuperar esses trabalhos. O conceito do design, de uma peça de qualidade e acessível.

unnamed– Quais são as suas maiores dificuldades?

Como trabalho sozinha é aliar a criação com a administração. Tenho dificuldade com a gestão, como tenho muitas ideias, organizar e planejar torna-se mais complicado. Também possuo uma dificuldade pessoal na venda e conciliar e organizar agendas.

– Quais seus objetivos com o atelier?

Não tenho um sonho grande, no momento, penso apenas em compartilhar o espaço do atelier, torná-lo multidisciplinar com pessoas⁄marcas que possuem as mesmas ideias e princípios que eu. Trabalho muito isolada, sinto falta de trocar experiência. Este é meu objetivo atual.

– Onde podemos encontrar as suas joias?

Na fábrica da Bhering, no Ateliê Barbara Heliodora – designer de noivas com quem tenho parceria -, e no meu site.

– Quais as novidades do atelier?

Este ano, em comemoração aos dez do ateliê, o Anel Voltas (o primeiro) está em edição especial. Além disso, estou relançando os maiores sucessos deste período e também uma edição mais que especial do anel de diamantes cravado.

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