Ada

Ada: por uma moda mais humana

por Nádia Mello

A Ada é mais uma marca que conheci pelo Mais Alma. Uma marca de slowfashion que buscou inspiração e força na primeira programadora da história: Ada Lovelace. Comandada pelas sócias Camila Puccini e Melina Knolow, conversamos um pouco com as duas para entender essa moda mais humana e sustentável que defendem.

  • Como surgiu a Ada?

Ela surgiu a partir de mudanças pessoais nossas que nos pediam outras demandas e formas de viver. Passamos a buscar algo que acreditássemos e veio a sustentabilidade como uma de nossas crenças. Além disso, queríamos algo mais simples, por isso, optamos por uma pegada mais minimalista. Gostamos dessa ideia, fez sentido e, assim, veio a Ada.

  • Quando foi isso?

A ideia da marca veio em dezembro de 2015, mas começamos oficialmente em março de 2016.

  • O que vocês querem com a Ada?

Contribuir para uma moda mais humana por meio da sustentabilidade e sem explorar. 

  • Quanto tempo demora a produção?

É complicado, as coisas novas vão sendo criadas aos poucos. Não temos uma coleção, conforme os antigos se esgotam, criamos mais. 

  • E para uma peça?

São oito hora de costura, mais ou menos. Quem faz as peças é a Camila e uma costureira. Nós não terceirizamos nada, tudo é feito por nós. 

  • Como podemos ver a sustentabilidade na Ada?

Principalmente na matéria-prima, nossa prioridade são os tecidos naturais. No início, trabalhávamos com poliéster. Atualmente, é só algodão orgânico e pet reciclável. 

  • Quais as maiores dificuldades?

As mesmas de uma empresa pequena, somos duas pessoas. Começamos com pouco investimento – foram três mil reais iniciais. E isso influencia diretamente nas questões financeiras.

  • Como surgiu o nome?

Nós procuramos nomes de mulheres porque queríamos retratar a força da mulher e também representasse algo que acreditamos, essa mudança toda da nossa vida. E na pesquisa, descobrimos a Ada Lovelace porque ela foi a primeira programadora da história, mas ninguém fala dela. 

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