A roupa como fantasia

O carnaval já está aí, apenas mais algumas horinhas para alguns dias só de diversão, festa, brincadeiras e muita fantasia. A gente pede que guarde a ansiedade só mais um pouquinho e aproveite para ler nossa pensata da semana. 😊

Desde a pré-história, quando os homens passaram a cobrir o corpo, além de proteção, a “roupa” continha significados, seja para identificar quem era o melhor caçador, o líder, etc.

Quando os burgueses quiseram ascender socialmente, eles passaram a “se fantasiar” de nobres. A fantasia ou a roupa como fantasia significa não apenas uma fuga da realidade, mas também o desejo de transformação.

Com o fim da Grande Guerra e a Europa ainda “devasta”, Christian Dior quis resgatar todo o glamour de outras décadas com o New Look, criando uma fantasia de um tempo bom.

Ano passado, no nosso workshop no Fashion Revolution Week do Rio, um participante chamado Vagner, escolheu um look extravagante para representar quem ele é. Mas, no trabalho, ele encarna um personagem porque precisa ser mais sério, com sua roupa de alfaiataria, seu figurino de todo dia.

Durante a BEFW, também levamos nosso Descubra-se e uma das participantes também comentou a relação do vestir com o trabalho. No caso, ela tem tanto orgulho do que faz que a sua roupa formal revela quem é.

O trabalho se torna a principal relação de personagem e fantasia que fazemos em nosso dia a dia, mas por questão de obrigações sociais. Nem sempre gostamos de tais personas e as vezes, nos vestimos com o que gostaríamos de ser ou sonhamos ser. Uma forma positiva da roupa como nossa fantasia diária.

A roupa que vestimos diz muito da gente. Nossos gostos, hábitos e sonhos. Ela pode revelar nossas mais loucas fantasias e significar uma leveza no brincar de carnavalizar de ser outros, conforme quisermos, por uns dias ou algumas horas.

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